{"id":311,"date":"2025-08-06T18:49:52","date_gmt":"2025-08-06T21:49:52","guid":{"rendered":"http:\/\/unidosdoviradouro.com\/?page_id=311"},"modified":"2026-06-03T19:01:47","modified_gmt":"2026-06-03T22:01:47","slug":"enredo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/unidosdoviradouro.com\/index.php\/enredo\/","title":{"rendered":"Enredo"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-page\" data-elementor-id=\"311\" class=\"elementor elementor-311\" data-elementor-post-type=\"page\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a98961e e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"a98961e\" data-element_type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-86d66e9 e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"86d66e9\" data-element_type=\"container\" data-settings=\"{&quot;background_background&quot;:&quot;classic&quot;}\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f345e3b e-flex e-con-boxed e-con e-parent\" data-id=\"f345e3b\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-884039d e-flex e-con-boxed e-con e-child\" data-id=\"884039d\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"e-con-inner\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-492d70d elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"492d70d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">GRI\u00d4<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1897677 elementor-widget elementor-widget-heading\" data-id=\"1897677\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"heading.default\">\n\t\t\t\t\t<h2 class=\"elementor-heading-title elementor-size-default\">SINOPSE - CARNAVAL 2027<\/h2>\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a6b6c47 e-con-full e-flex e-con e-child\" data-id=\"a6b6c47\" data-element_type=\"container\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-13e87fe elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"13e87fe\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 noite. Fogueira abrasa no centro do terreiro.\u00a0<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao redor, um anci\u00e3o re\u00fane os iniciados e sopra palavras, acendendo a voz m\u00edstica que se ergue em sauda\u00e7\u00e3o:<\/span><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Laroy\u00ea, Exu! Mojub\u00e1! Fagulha primeira, Senhor das Encruzilhadas que abre os caminhos e faz a hist\u00f3ria circular.<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Saluba, Nan\u00e3! Divina senhora que molda a mem\u00f3ria no barro.<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Iroko Iss\u00f3! Iroko Kissel\u00e9! Salve o Senhor do tempo, \u00e1rvore sagrada que rege a eternidade.<\/span><\/i><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">E fala:\u00a0<\/span><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cEu vim do sil\u00eancio do mundo, quando a boca n\u00e3o conhecia o verbo. Gente de carne, como n\u00f3s, n\u00e3o tinha mem\u00f3ria para recordar. Nada! Passado n\u00e3o existia. Futuro, tampouco. S\u00f3 o pulsar da vida no agora.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Certo dia, um s\u00e1bio caminheiro vindo do reino Ashanti me narrou que, em tempos imemoriais, viveu Kwaku Ananse, um ser divino, meio humano e meio aranha. Ele n\u00e3o queria apenas contemplar o correr dos dias, mas povoar a Terra de hist\u00f3rias. Com agilidade, Ananse teceu uma enorme teia de prata. Por ela, subiu ao c\u00e9u onde morava o grande deus Nyame.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dono de todos os enredos do universo, o supremo Nyame duvidou da capacidade de Ananse, desafiando-o a lhe trazer as criaturas mais ferozes e astutas do reino.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Pelo poder do convencimento, paci\u00eancia e encantamento, Ananse cumpriu tudo o que foi pedido e conseguiu o que queria. Colocou as hist\u00f3rias em uma caba\u00e7a e desceu pelos fios que havia bordado. Mas o artefato que carregava se partiu. Naquele momento, o mundo nasceu outra vez: os contos guardados se espalharam por todos os recantos. E Ananse virou o narrador primordial, envolvendo toda a gente com seus fios de hist\u00f3rias.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Desde ent\u00e3o, contar virou ato de for\u00e7a vital. Nada era mais poderoso que a palavra moldada com justeza. Por ela, tornou-se poss\u00edvel esculpir lembran\u00e7as.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">E eu caminhei no tempo.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">No Mali, encruzilhada do continente africano, renasci no prestigiado cl\u00e3 dos Dj\u00e9li, casta social que fazia circular o sangue da mem\u00f3ria entre os Mandingas. Dinastia de m\u00fasicos e poetas que transmitiram todo o conhecimento pela palavra dita e pela palavra cantada.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Eu aprendi com os antepassados e ensinei meus sucessores a tocar Balafon, e a dedilhar as cordas sagradas do Kor\u00e1, instrumentos passados de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o. Cada um desses objetos sonoros carregava uma for\u00e7a m\u00edstica. A cad\u00eancia e o ritmo, unidos ao timbre da minha voz, revelavam poderes encantat\u00f3rios.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Foi assim que narrei aos filhos dos meus filhos o apogeu no suntuoso Mali, no tempo do lend\u00e1rio mansa Sundiata Keita, rei dos cem reis vencidos, unificador daquele imp\u00e9rio de ouro e sal.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sem n\u00f3s, os Dj\u00e9li, a comunidade cairia no abismo do esquecimento. Por isso, \u00e9ramos muito respeitados e tidos como o eixo da continuidade dos saberes por meio da escuta e da memoriza\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">At\u00e9 que veio o colonizador e nos batizou de Gri\u00f4s.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">O nome que eu carrego, Gri\u00f4, foi tamb\u00e9m atribu\u00eddo a diferentes povos que contavam hist\u00f3rias e cantavam loas na \u00c1frica Atl\u00e2ntica. Mas muitos dos meus irm\u00e3os e irm\u00e3s tiveram seus enredos silenciados.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Deu branco&#8230; A mem\u00f3ria&#8230; (&#8230;) Ia&#8230; se apagar&#8230;<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">As hist\u00f3rias, por\u00e9m, sobreviveram na minha fala, no corpo e no canto de fazer lembrar. Se os nossos saberes tivessem sido escritos na fibra da \u00e1rvore morta, o branco os teria queimado. Nosso tecido social n\u00e3o desbotou. A oralidade costurou as lembran\u00e7as, salvou nossa cultura do fogo do esquecimento.<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">A heran\u00e7a que recebi dos antepassados, eu doei com a minha voz.<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Eu reexisto na fala dos que vieram antes de mim.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Foi por isso que eu ressurgi nos versos trazidos da alma nas minera\u00e7\u00f5es das Gerais. Garimpei ouro e diamante, reatei la\u00e7os ao som dos vissungos, cantos de esperan\u00e7a e de saudade da terra original.\u00a0\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Eu me nutri de palavra e de can\u00e7\u00e3o. Partilhei o banquete de mist\u00e9rios que meus antepassados me proveram e prepararam antes da minha chegada.<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Aprendi a conservar o Ax\u00e9 nas casas de santo, a guardar os segredos espirituais, a reconhecer o invis\u00edvel dan\u00e7ando diante dos olhos. Me embalei no ponto firmado. Me banhei de sauda\u00e7\u00f5es e ensinamentos por meio de it\u00e3s e or\u00edk\u00ecs para que nunca esquecesse meus caminhos. Minha palavra se fez m\u00fasica e trov\u00e3o.<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, eu me alimento em coletivo de cantigas, de sambas de roda e de repentes. Fa\u00e7o coro nos jongos, congos e folias. Eu revivo nos saberes das mestras e mestres da cultura popular.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Eu fa\u00e7o a recorda\u00e7\u00e3o adormecida se acender! Meu impulso vital \u00e9 contar as hist\u00f3rias que o Brasil nem sabia que precisava conhecer&#8230;<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Eu me tornei o guardi\u00e3o dos enredos que ainda v\u00e3o nascer. Mobilizo o terreiro m\u00edstico para dar de comer ao sagrado com o meu samba.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Minha voz fala ao futuro por meio da tua voz!<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sou a sabedoria acumulada, sou entidade viva, detentora dos saberes do meu il\u00ea. Baluarte, orix\u00e1 em Terra. Sou tamb\u00e9m comunidade em voz altiva que um dia bordou as gl\u00f3rias do meu pavilh\u00e3o&#8230; e rega as ra\u00edzes para o amanh\u00e3.\u00a0\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 essa mem\u00f3ria que agora eu fa\u00e7o despertar: cumprir o rito anual de narrar hist\u00f3rias ao redor do fogo em terreiro sagrado, como fa\u00e7o desde o princ\u00edpio.\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Eu sou Gri\u00f4! Samba! Escola!\u00a0<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Guardi\u00e3o da mem\u00f3ria preta!<\/span><\/i><\/p><p><i><span style=\"font-weight: 400;\">E vim aqui para contar o meu enredo\u201d.\u00a0<\/span><\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f79ffbd elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f79ffbd\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><i>Carnavalesco: Tarc\u00edsio Zanon<\/i><\/p>\n<p><i>Texto: Jo\u00e3o Gustavo Melo<\/i><\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6299a28 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6299a28\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><b>GLOSS\u00c1RIO:<\/b><\/p>\n<p><b>Ashanti<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Povo que faz parte do grupo \u00e9tnico Akan, localizado na por\u00e7\u00e3o ocidental da \u00c1frica, onde hoje fica Gana.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b>Balafon: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Instrumento musical<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">feito de teclas de madeira e caba\u00e7as, tocado com duas baquetas. Acompanha as falas e can\u00e7\u00f5es dos gri\u00f4s, ajudando a narrar <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">genealogias de her\u00f3is, casamentos e cerim\u00f4nias religiosas.<\/span><b>&nbsp;<\/b><\/p>\n<p><b>Dj\u00e9li<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Casta do reino do Mali, formada por fam\u00edlias de contadoras e contadores de hist\u00f3rias. Eram tamb\u00e9m conselheiros reais. Narravam e entoavam can\u00e7\u00f5es \u00e9picas sobre as dinastias reais do Mali, entreposto comercial e cultural para diversas popula\u00e7\u00f5es da \u00c1frica Ocidental. O nome \u201cDj\u00e9li\u201d se refere \u00e0 ideia de la\u00e7os de sangue, aqueles que fazem circular a vida social.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b>Gri\u00f4<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Para alguns linguistas, a origem da palavra \u201cGri\u00f4\u201d vem da forma como os franceses ouviram a palavra \u201ccriado\u201d, em portugu\u00eas, referindo-se \u00e0 casta dos <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">dj\u00e9li, contadores de hist\u00f3rias<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> que acompanhavam os antigos reis do Mali.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b>It\u00e3<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Narrativa, mito ou conto do povo Iorub\u00e1. Transmite filosofias, conhecimentos e origens dos orix\u00e1s.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b>Kor\u00e1: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Instrumento feito de 21 cordas, semelhante a um ala\u00fade. Produz melodias e acordes suaves de grande riqueza harm\u00f4nica. Acompanha os gri\u00f4s nas conta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias e narrativas \u00e9picas. Assim como o balafon, \u00e9 considerado um instrumento musical sagrado.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b>Mansa<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: T\u00edtulo de nobreza utilizado pelo povo do Mali para designar o soberano do reino.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b>Or\u00edk\u00ec<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Palavras e prov\u00e9rbios de Ax\u00e9 do povo Iorub\u00e1. Vem de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Or\u00ed<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (cabe\u00e7a) e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">K<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u00ec (saudar, louvar). Pode ser dito sobre orix\u00e1s, pessoas, animais ou lugares.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b>Provas de Ananse<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Para entregar as hist\u00f3rias do mundo, Ananse teve que cumprir algumas provas para Nyame, o deus supremo: Capturar o leopardo Osebo, a serpente Onini, os marimbondos (Mmbooro) e a feiticeira Mootia. H\u00e1 varia\u00e7\u00f5es nas vers\u00f5es contadas sobre as provas de Ananse, mas evocamos estas como as mais recorrentes.<\/span><\/p>\n<p><b>Sundiata Keita: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Supremo unificador e fundador do Imp\u00e9rio Mali. Tamb\u00e9m conhecido como o \u201cRei Le\u00e3o\u201d, governou entre 1235 e 1255, tendo seus feitos eternizados pelo Gri\u00f4 (<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Dj\u00e9li<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">) Bala Fassek\u00e9 Kouyat\u00e9, habilidoso mestre contador de hist\u00f3rias e conselheiro. At\u00e9 hoje, os Kouyat\u00e9 s\u00e3o uma dinastia de gri\u00f4s, com m\u00fasicos e atores que espalham, por meio da oralidade, o legado do seu povo.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b>Teia de Ananse<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: S\u00edmbolo de coes\u00e3o social e dos enredos contados pelo povo Ashanti.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><b>Vissungos<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: Cantigas que misturam o portugu\u00eas arcaico com l\u00edngua quimbundo, quicongo e umbundu, sendo entoadas no trabalho nas minera\u00e7\u00f5es, celebra\u00e7\u00f5es f\u00fanebres, ritos de cura e em festividades. Serviam tamb\u00e9m como um c\u00f3digo secreto para poderem se comunicar por meio da oralidade durante o processo de escravid\u00e3o no Brasil. &nbsp; <\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\"><br><\/span><\/p>\n<p><b>REFER\u00caNCIAS:<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">B\u00e2, Amadou Hamp\u00e2t\u00e9. A Tradi\u00e7\u00e3o Viva. In: KI-ZERBO, Joseph (Ed.).&nbsp;<\/span><b>Hist\u00f3ria geral da \u00c1frica I<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: metodologia e pr\u00e9-hist\u00f3ria da \u00c1frica. Bras\u00edlia: Unesco, 2010.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">B\u00e2, Amadou Hamp\u00e2t\u00e9. <\/span><b>Amkoulell, O Menino Fula<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Rio de Janeiro. Editora Palas Athena: S\u00e3o Paulo, 2003.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">BERNAT, Isaac. <\/span><b>Encontros com o Griot Sotigui Kouyat\u00e9<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Editora Pallas: Rio de Janeiro, 2013.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">DEUS, Z\u00e9lia Amador de. <\/span><b>Os Herdeiros de Ananse: movimento negro, a\u00e7\u00f5es afirmativas, cotas para negros na Universidade<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. 2008. 295 f. Tese (Doutorado) \u2013 Universidade Federal do Par\u00e1, Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas. Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais. Bel\u00e9m, 2008.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">LIMA, Helo\u00edsa Pires; HERNANDEZ, Leia Leite. <\/span><b>Toques do Gri\u00f4<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Melhoramentos. S\u00e3o Paulo, 2011.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">GONZALES, L\u00e9lia. <\/span><b>Festas Populares Brasileiras<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. S\u00e3o Paulo: Boitempo, 2024.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">MARTINS, Danielle da Silva. <\/span><b>\u201cFoi Nesse Ch\u00e3o que Me Criei\u201d: Letramentos baluartes da Galeria da Velha-guarda da Unidos do Viradouro<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Letras e Lingu\u00edstica). 185f.:il. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), 2023. Dispon\u00edvel em <\/span><a href=\"https:\/\/www.pplinuerj.com.br\/sipos\/administracao\/tesesedissertacoes\/documentos\/DissertacaoDanielledaSilvaMartins231107154845.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">DissertacaoDanielledaSilvaMartins231107154845.pdf<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. (Acesso em abril de 2026).&nbsp;&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">MARTINS, Leda Maria. <\/span><b>A Fina L\u00e2mina na Palavra<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Rio de Janeiro: Cobog\u00f3, 2025.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">MARTINS, Leda Maria. <\/span><b>Performances da Oralitura: Corpo, Lugar da Mem\u00f3ria.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Universidade Federal de Santa Maria, 2003. Dispon\u00edvel em <\/span><a href=\"https:\/\/periodicos.ufsm.br\/letras\/article\/view\/11881\"><span style=\"font-weight: 400;\">PERFORMANCES DA ORALITURA: CORPO, LUGAR DA MEM\u00d3RIA | Letras<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. (Acesso em abril de 2026).&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">PRIORI, Mari del. Vissungo: <\/span><b>O Canto dos Escravos no Trabalho.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Revista Hist\u00f3ria Hoje. Dispon\u00edvel em <\/span><a href=\"https:\/\/historiahoje.com\/vissungo-o-canto-dos-escravos-no-trabalho\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vissungo: o canto dos escravos no trabalho &#8211; Hist\u00f3ria Hoje<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. (Acesso em abril de 2026).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">QUEIROZ, S\u00f4nia. <\/span><b>Vissungos do Ros\u00e1rio: cantos de tradi\u00e7\u00e3o Bantu em Minas Gerais.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> UFMG. Belo Horizonte, 2016. Disponivel em <\/span><a href=\"https:\/\/labed-letras-ufmg.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Vissungos-no-Rosario_3a.pdf\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vissungos no Ros\u00e1rio: cantos da tradi\u00e7\u00e3o banto em Minas<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">. (Acesso em abril de 2026).&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">SALOM, Julio Souto.&nbsp;<\/span><b>Quando Chega o Gri\u00f4: conversas sobre a linguagem e o tempo com mestres afro-brasileiros.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 2019. 305 f. Tese (Doutorado em Sociologia) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2019.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">SCHWARCZ, Lilia Moritz. <\/span><b>Imagens da Branquitude: a presen\u00e7a da aus\u00eancia<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2024.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">SIMAS, Luiz Ant\u00f4nio; FABATO, F\u00e1bio. <\/span><b>Pra Tudo Come\u00e7ar na Quinta-feira<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Rio de Janeiro: M\u00f3rula, 2026.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">SUBURBANA, Dandara; OBALER\u00c1. <\/span><b>Eb\u00f3 Po\u00e9tico: palavras ancestrais que abrem caminhos.<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Rio de Janeiro: Aruanda Livros, 2025.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><\/p>\n<p><b>Outras refer\u00eancias:&nbsp;<\/b><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?si=fgHR3dwDC1aJaF0Q&amp;v=AzfBHvtmYWg&amp;feature=youtu.be\"><span style=\"font-weight: 400;\">10 &#8211; SER GRIOT &#8211; Pape Babou Seck &#8211; MEM\u00d3RIAS ANCESTRAIS<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UnyXNggofdE\"><span style=\"font-weight: 400;\">Homenagem ao ator Sotigui Kouyat\u00e9 no Arte do Artista<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kqhLOH0U1wQ\"><span style=\"font-weight: 400;\">Da Kali: The pledge to the art of the griot<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=QdrPmZwsXiM\"><span style=\"font-weight: 400;\">The Griot tradition of West Africa | Sibo Bangoura | TEDxSydney<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pordentrodaafrica.com\/cultura\/africa-em-verso-griot-por-ed-mulato\"><span style=\"font-weight: 400;\">Coluna \u00c1frica em Verso: &#8220;Griot&#8221;, por Ed Mulato &#8211; Por dentro da \u00c1fric<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/results?search_query=vissungos+cantos+dos+escravos\"><span style=\"font-weight: 400;\">O Canto dos Escravos &#8211; Canto I<\/span><\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kQ-QwsGOp90\"><span style=\"font-weight: 400;\">Griot, s\u00edmbolo da oralidade africana | Mwana Afrika Oficina Cultural<\/span><\/a><\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6fad206 elementor-widget elementor-widget-video\" data-id=\"6fad206\" data-element_type=\"widget\" data-settings=\"{&quot;youtube_url&quot;:&quot;https:\\\/\\\/youtu.be\\\/2E87TGbinoI?si=IOCVHfHmuRo9Lg5V&quot;,&quot;video_type&quot;:&quot;youtube&quot;,&quot;controls&quot;:&quot;yes&quot;}\" data-widget_type=\"video.default\">\n\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-wrapper elementor-open-inline\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-video\"><\/div>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>GRI\u00d4 SINOPSE &#8211; CARNAVAL 2027 \u00c9 noite. 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